sábado, 1 de novembro de 2014

PT tenta iniciar um golpe de estado ao lançar rotulagem desonesta e antecipada sobre o PSDB.

Venezuela 2: PT tenta iniciar um golpe de estado ao lançar rotulagem desonesta e antecipada sobre o PSDB

by lucianohenrique
capriles-aecio
As evidências começam a aparecer em grande quantidade de que o PT de fato está usando o mesmo truque contra o PSDB que o partido de Nicolas Maduro iniciou contra o partido de Henrique Capriles na Venezuela.
Observe então, em detalhes, a afirmação deles: "Aécio Neves é como Henrique Capriles, o PSDB é como o Primeiro Justicia. Logo, o PSDB e Aécio são tão golpistas como Capriles e o Primeiro Justicia".
Era disso que eu precisava! Que eles reconhecessem, em público, a tal equiparação. Assim, finalmente podemos estudar o caso brasileiro para entender os eventos ocorridos na Venezuela em 2002, quando Chavez venceu Capriles por 55% a 45%. Após a morte de Chavez, em 2013, seu sucessor Maduro teve 50,66% dos votos, contra 49,44% de Capriles.
Como se nota, o pedido de recontagem de votos gerou extrema irritação nos chavistas. Tudo isso enquanto o governo ia destruindo cada vez mais a liberdade de expressão e devastando a economia do país. Hoje, Venezuela já é uma ditadura, onde as eleições são apenas uma fachada para um governo totalitário e bárbaro que só sobrevive no poder por ter controlado a mídia. Os chavistas efetivamente deram um golpe de estado, enquanto Capriles agiu dentro dos parâmetros democráticos o tempo todo.
A coisa fica pior ainda quando vemos, pelas palavras dos próprios bolivarianos (e eu citei dois exemplos de textos de bolivarianos do Brasil), que Capriles é exatamente igual a Aécio, e que o Primeiro Justicia agiu exatamente igual ao PSDB. Assim, ao estudarmos o comportamento de Aécio e do PSDB, estudamos também como funcionaram as falsas acusações de "golpismo" usadas pelos chavistas na Venezuela contra Capriles. Guimarães e Nogueira, obrigado por facilitarem meu trabalho!
O que é, então, que os bolivarianos chamam de "golpismo"? Exemplos:
  • pedir imprensa livre
  • criticar o aparelhamento estatal
  • lutar para impedir que o governo crie um quarto poder a partir de coletivos não-eleitos
  • evitar que o governo possa meter sua mão boba na Constituição
  • pedir democraticamente auditoria nas eleições, especialmente quando surgem diversas denúncias de eleitores
Na página do Facebook Queremos oposição de verdade, vemos algo muito coerente e lúcido:
O PT tem a cara-de-pau de acusar o PSDB de golpista por pedir uma auditoria especial na eleição presidencial, o que não tem nada de ilegal.
O PT sim age de forma antidemocrática e golpista:
-O PT já tentou varias vezes criar uma nova assembléia constituinte, o que é na pratica um golpe de estado, pois uma nova constituinte significa jogar a atual constituição no lixo e começar outra do zero, sem nenhum dos direitos garantidos.
- O PT se submete à uma organização internacional chamada Foro de São Paulo. Não é atoa que nos cumprimentos que Dilma recebeu pela vitória, vindos de outros partidos bolivarianos da América Latina, se falou em consolidação de uma coisa chamada Pátria Grande. É golpe contra a soberania nacional.
- O PT já criou dois mega-esquemas de corrupção com o objetivo de COMPRAR votos de parlamentares do Congresso Nacional -Petrolão e Mensalão, o que é um golpe contra a democracia.
Golpista e antidemocrático é o Partido dos Trabalhadores!
Corretíssimo!
O que podemos entender é que, no léxico dos bolivarianos, golpistas são todos aqueles que se opõem às suas tentativas reais de golpe de estado.
Enfim, o mito de que havia uma elite "golpista" na Venezuela se desfaz, principalmente depois do reconhecimento público de dois colunistas bolivarianos (e os demais estão seguindo pelo mesmo caminho) de que a oposição brasileira é igual a da Venezuela.
Não. Os partidos que estão no poder é que são iguais em seu golpismo.
Mesmo assim, é inacreditável que muita gente não tenha percebido o truque do PT ao rotular o adversário de golpista.
O que o PT tem praticado é guerra política, pura e simplesmente. Lembremos que política é guerra de posição, na qual o agressor geralmente prevalece.
Como o PT quer dar um golpe de estado, chama o adversário de "golpista" e "antidemocrático" para tentar marcar essa posição. Cabe agora, de novo, que o PSDB recupere as posições ocupadas. Já não vimos isso em toda a eleição?
Aliás, o PSDB fez o pedido de auditoria por pressão das redes sociais. Agora é essencial que o partido seja pressionado a entrar na guerra política. É um absurdo total entrar com um pedido desses e não estar preparado para todas as artimanhas golpistas tentaria em seguida.
Nunca, nunca, nunca (sob hipótese alguma) pensem apenas nos argumentos quando tratarem questões políticas, especialmente diante de um partido especialista em guerra política como o PT.
Algumas pessoas tem afirmado o seguinte: "se eles [do PT] não tivessem nada a temer, não estariam tão incomodados" é lógica, mas ainda não se converteu em um míssil teleguiado. É preciso urgentemente começar a entender como funciona a comunicação petista. Ela não é só baseada em argumentação (no caso deles, péssimos), mas principalmente em conquista de posições.
Como vimos antes, o jogo que eles estão tentando fazer sobre o PSDB é exatamente o mesmo jogo que Maduro fez contra Capriles, chamando-o de "golpista" de forma antecipada para justificar atrocidades e reduzir o potencial de percepção do povo sobre suas próprias atitudes totalitárias.
Ou seja, enquanto o pessoal do lado de cá está pensando ainda com foco na argumentação, o pessoal do lado de lá está planejando uma conquista totalitária de poder.
Já passou da hora de que nós percebamos isso. Não é possível que o golpe de Chavez e Maduro na Venezuela não nos tenha ensinado nada...
Muitos me pedem dicas sobre guerra política, achando que existe um livro dizendo "como fazer". Bem, estou compilando um material e terei novidades em breve. Pode ser um curso, um ensaio, uma cartilha online, etc... Algo vai sair de forma bem mastigada.
Essencialmente, o framework que uso vem de diversas fontes, muitas delas não relacionadas diretamente à política. Algumas fontes vem da psicologia social e do marketing por exemplo. O termo "guerra política" foi definido por David Horowitz, mas ali temos apenas o começo da coisa.
Sobre "guerra de posição" uma dica é o livro "Positioning, the Battle for Your Mind", de Al Ries e Jack Trout, uma obra-prima do marketing.
Vamos repetir para que tudo fique mais didático e internalizado em nosso conhecimento político: o PT quer reduzir a percepção do eleitorado em relação às suas tentativas de golpe. Por isso, encontrou no pedido de auditoria das eleições do PSDB um pretexto para chamá-los de "golpistas" e "antidemocráticos".
Basicamente, eles estão marcando posição, associando os dois frames ao PSDB, de forma que quando investirem mais esforços para dar o verdadeiro golpe, a população fique "travada", pois haverá uma simbologia associada a golpe/antidemocracia associada aos tucanos.
Os venezuelanos não perceberam o que estava acontecendo. Agora vocês já sabem...
Já vi pessoas dizendo que o PSDB está errado ao dizer que pediu auditoria "por causa da manifestações das redes sociais" e "que acha que o processo é bom, mas por causa das denúncias, quer ter certeza".
Eu discordo. O erro não é esse, pois essa posição do PSDB os coloca como "mais moderados".
O problema é outro: é como o PSDB vai se portar diante dos ataques que o PT fez de forma antecipada chamando-os de "golpistas".
O PSDB, de novo, tem munição de sobra, especialmente por ter adotado a posição mais moderada de início. Mas já vimos nas eleições o partido ter munição infinita e não usá-la. Cabe a nós pressionarmos para que eles comecem a disparar.
Como pode um partido (o PT) que tenta dar o golpe estar rotulando o adversário de "golpista" apenas por agir democraticamente ao pedir auditoria das eleições?
De novo: lembrem-se do erro fatal que foi abaixar a cabeça quando o PT usou a histeria artificial ao rotular Aécio de "agressivo" pelo uso do termo leviana...
Como já disse antes, atuei com auditoria um bom tempo. Sempre uma auditoria é apresentada de forma positiva, dizendo que o objetivo é "confirmar a validade dos controles", por exemplo.
Isso dá maior autoridade moral para a área de gestão que solicitou a auditoria. Ninguém pode te acusar de "ser contra alguém", pois você mesmo se posicionou como alguém querendo usar a auditoria para "confirmar a lisura".
Fazendo isso, quem se posiciona contra a auditoria é facilmente rotulado de forma negativa. Mais um exemplo mostrando como o PSDB tem munição de sobra.
Me perguntaram como o PSDB poderia se reposicionar. Um outro leitor já deu o exemplo de como poderia ser. Veja: "Como assim um partido é contra auditorias em serviços públicos?". Ele está certo!
A partir daí devemos tratar todas as declarações petistas nessa questão com assombro. Outros exemplos:
  • O PT ofende todos os auditores do Brasil.
  • O PT despreza todos os eleitores que se manifestaram sobre irregularidades nas redes sociais, trazendo provas (que devem ser investigadas).
  • O PT é um partido golpista e ditatorial, por não admitir o direito à auditoria de serviços públicos essenciais, e por não admitir o direito de questionamento.
  • No dia em que um pedido de auditoria se tornar polêmico (como quer o PT), teremos nos transformado em uma ditadura. Não vamos deixar isso acontecer.
  • O PT não pode tratar os eleitores que questionam os resultados como cidadãos de segunda classe. Isso é moralmente criminoso.
Como eu falei, a munição é infinita...

Humberto Costa, líder do PT no Senado, manda o PSDB abaixar as calças.

Humberto Costa, líder do PT no Senado, manda o PSDB abaixar as calças. Vão tolerar isso?

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Quem caiu no discurso de “reconstrução de pontes” do PT pode ser chamado de ingênuo. Até agora. Pois a partir do discurso de Humberto Costa, líder do PT no Senado, essa pessoa já pode ser chamada de conivente.
Leiam o texto Pedido do PSDB “é coisa de golpista e mau perdedor”, do Brasil247:
O líder do PT no Senado, Humberto Costa, classificou a atitude do PSDB de pedir uma auditoria especial da apuração dos votos da eleição presidencial junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como algo “lamentável, coisa de golpista e mau perdedor”. “É uma coisa ridícula, não há qualquer questionamento sobre qualquer coisa relativa ao segundo turno da eleição”, completou o petista. O PSDB protocolou o pedido de auditoria especial nesta quinta-feira (30).
Em entrevista ao Blog do Jamildo, Humberto disse que o PSDB tenta forçar um “terceiro turno” após perder as eleições por cerca de 3 milhões de votos. “Seja criando dificuldades para a presidente, seja patrocinando essas coisas de impeachment”, disparou. O parlamentar também qualificou o pedido como sendo “uma atitude criminosa”, que se assemelha a uma “tentativa de golpe”.
Como exemplo do que seria esta tentativa de golpe, Humberto destacou a revista Veja que chegou às bancas dois dias antes da eleição, com a denúncia de que tanto a presidente Dilma Rousseff como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de desvios de recursos em contratos firmados pela Petrobras junto a empreiteiras e prestadoras de serviços.
Notaram?
Esse tipo de discurso de Humberto Costa é o padrão do PT após o pedido de auditoria dos resultados das eleições feito pelo PSDB.
O que o PT está fazendo é exatamente isso que eu disse no texto Como o PT usa a violência psicológica e a histeria artificial para enganar seus adversários políticos. Vamos rever o truque:
– Tire a roupa agora que irei democratizar seu c…
– O quê? Espere. Vamos conversar, senhor? Isso até parece o que chamam de (com todo respeito) estupro.
– Mas que absurdo! O que é isso? O que é isso aqui? Caluniador! Difamador! Iremos processar você por discurso de ódio! Veja o quanto ele é agressivo! Para que tanto ódio contra os nordestinos? Xenófobo!
– Desculpe-me, mas acho que fui mal interpretado.
– Não tem desculpa. Abaixe as calças e irei democratizar seu c… agora. Se não, você irá sofrer as consequências legais cabíveis!
– Ok…
Quer dizer que se o PSDB abaixar o tom diante desse tipo de acusação torpe (e desonesta) de Humberto Costa e sua matilha estará sendo estuprado em público puramente por cair em truques de violência psicológica e histeria artificial. Isso aconteceu durante as eleições quando o PSDB abaixou o tom depois do PT usar o truque gritando “violência, violência” depois de Aécio Neves chamar Dilma de “leviana”, mesmo tendo ela sido muito mais que isso ao praticar uma campanha do nível do esgoto.
Ademais, Humberto Costa ofende todos os auditores do Brasil, pois para ele “pedir auditoria é golpismo”. E pior: ele diz que “questionar é golpismo”. Alguém deveria lembrar esse boquirroto que um país sem auditorias públicas contínuas (inclusive nas eleições) e sem questionamento da oposição é uma… ditadura.
Observem a gravidade do comportamento petista: eles possuem comportamento ditatorial ao querer proibir auditoria de resultados e até mesmo o questionamento (“É uma coisa ridícula, não há qualquer questionamento sobre qualquer coisa relativa ao segundo turno da eleição”, disse Humberto, lembre-se).
O PT está levantando o tom e chamando o adversário de “golpista” por que tudo que eles tem feito nos últimos dias é baseado em aumentar os esforços em prol de um golpe de estado. De novo o famoso estratagema “acuse-os do que fazemos”. Humberto já fala como se esse golpe tivesse sido concluído, tendo criado uma sociedade onde ninguém mais pode auditar o governo, nem sequer questioná-lo.
É preciso antes de tudo que o PSDB não caia no jogo de Humberto e aumente ainda mais o tom. Temos que exigir (o termo é esse mesmo) que eles aprendam algo com os truques de histeria artificial que o PT usou na eleição contra eles. O PT está usando o mesmo truque de novo. Vocês vão tolerar isso?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Médicos Cubanos São Médicos....

Publicado pelo CFM, Conselho Federal de Medicina.
Escrito por Francisco Cardoso

Na antiga União Soviética (URSS) existia uma figura no serviço público
de saúde denominada "Feldsher", ou Feldscher em alemão, cujo significado literal era "aparador do campo". Os feldsher soviéticos eram profissionais da saúde, formados em "saúde básica", que intermediavam o acesso do povo à medicina oficial, em especial nas áreas remotas, rurais e periferias soviéticas, sendo uma espécie de práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos em clínica, obstetrícia e cirurgia às populações dessas regiões.

Sua inspiração e nome derivavam dos feldscher alemães que surgiram no século XV como operadores de saúde (cirurgiões barbeiros) e com o tempo se espalharam ao longo do que foi o império prussiano e territórios eslavos, compondo a linha de frente também nas forças militares, sendo uma espécie de força militar médica nesses exércitos eslavos e saxões. Em vários países foram adotados como profissionais da linha de frente, atuando sempre nos cuidados básicos e em alguns casos chegando a se especializar em alguma prática específica, como optometria, dentista e otorrinolaringologia. Na Rússia começaram a se popularizar a partir do século XVIII.

Diferentemente dos médicos, os feldsher possuíam uma formação mais curta e limitada. A duração do curso era em 4 anos e envolvia basicamente treinamento em ciências básicas e treinamento simples em ciências médicas clínicas, em especial medicina interna, serviço de ambulância e emergência pré-hospitalar e sempre tinha um espaço para treinamento militar, em campo de treinamento do exército, pois os feldsher estavam na linha de frente da nação, nas fronteiras. Eram 8 anos de colégio mais 4 em treinamento prático, considerados, portanto de nível técnico. Era um treinamento um pouco melhor que a de enfermeira, cujo foco era mais os cuidados básicos de saúde e técnicas/procedimentos de enfermagem.
Os médicos soviéticos, ao contrário, levavam pelo menos 10 anos de colégio mais 7 anos de f aculdade com carga horária total pelo menos duas vezes maior (estudavam todos os sábados). Apesar do tamanho valor de formação, seus salários eram ridículos, pois o regime socialista os considerava "servos do povo".

O sistema cubano de ensino médico reproduziu, a partir do encampamento da Revolução Cubana pela URSS em 1961, esse sistema de formação em saúde. Os médicos cubanos, de verdade, ficam lá em Cuba, em sua maioria. O que Cuba "fabrica" aos milhares, todos os anos, com projetos como a ELAM e demais faculdades, em cursos de 4 anos, não são nada além da versão cubana dos "feldsher" soviéticos. São paramédicos treinados para atuar em linha de guerra, campos remotos e áreas desprovidas em geral.

A diferença é que Cuba "chama" esses feldsher de "médicos", inflando artificialmente a sua população de médicos. Com essa jogada, Cuba possui um dos maiores índices de médicos por habitante do planeta. E isso permitiu outra coisa ao regime cubano: Usar esses feldsher como agentes de propaganda de sua revolução e seus interesses não apenas dentro, mas fora de seu território.

Ao longo de décadas o regime cubano vem fazendo uso do empréstimo de mão-de-obra técnica, paramédica, porém "vendida" como médica, para centenas de países a um custo bilionário que fica todo com o regime cubano. Literalmente, como na URSS, os feldsher são "servos do povo" (no caso, leia-se "povo" como Partido Comunista de Cuba).

Recentemente a presidente Dilma lançou um demagógico e absurdo projeto de "resgate da saúde" do povo brasileiro às custas apenas da presença de "médicos" em locais desprovidos do mesmo, aliás, por culpa do próprio governo.

Ao invés de pegar os médicos nacionais, recém-formados ou interessados, e criar uma carreira pública no SUS e solidificar a presença do médico nesses povoados, ela resolveu importar feldsher cubanos a um preço caríssimo, travestidos de médicos, ao que seu marketing chamou de "Mais Médicos". Diante da recusa inicial, simulou-se uma seleção de nacionais, dificultada ao extremo pelo governo, para depois chamar os feldsher.

O objetivo aqui é claro: O alinhamento ideológico entre os regimes, o uso de "servos do povo" para fazer propaganda do governo, encher o bolso dos amigos cubanos de dinheiro e evitar a criação de uma carreira pública que poderia ser crítica e demandadora de recursos. Como não podiam se assumir como fedlsher, jogaram um jaleco, os chamaram de médicos e os colocaram para atuar como médicos de verdade.

Por isso as cubanadas não param de crescer. Por isso os erros bizarros, os pânicos diante de pacientes sintomáticos. Os cubanos não são médicos, são feldsher - agentes políticos com treinamento prático em saúde - que vieram ao Brasil cumprir uma agenda política e, segundo alguns, eventualmente até mesmo militar.

São paramédicos. Isso explica as "cubanadas". Se houvesse decência no Ministério do senhor Padilha, ele retiraria o termo "médico" desse programa, e seria mais honesto.Mas honesto não ganha eleição nesse país.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

UM ARTIGO QUE PETISTA NÃO LERÁ.....

O ARTIGO NA ÍNTEGRA:

07/10/2014 0:00
Basta de PT
Dilma foi a terceira pior presidente em termos de crescimento econômico. Só perdeu para Floriano Peixoto e Fernando Collor

Estamos vivendo um momento histórico. A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder. Segundo imaginam os marginais do poder — feliz expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello quando do julgamento do mensalão —, a vitória de Dilma Rousseff abrirá caminho para que Lula volte em 2018 e, claro, com a perspectiva de permanecer por mais 8 anos no poder. Em um eventual segundo governo Dilma, o presidente de fato será Lula. Esperto como é, o nosso Pedro Malasartes da política vai preparar o terreno para voltar, como um Dom Sebastião do século XXI, mesmo que parecendo mais um personagem de samba-enredo ao estilo daquele imortalizado por Sérgio Porto.

Diferentemente de 2006 e 2010, o PT está fragilizado. Dilma é a candidata que segue para tentar a reeleição com a menor votação obtida no primeiro turno desde a eleição de 1994. Seu criador foi derrotado fragorosamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Imaginou que elegeria mais um poste. Não só o eleitorado disse não, como não reelegeu o performático e inepto senador Eduardo Suplicy, e a bancada petista na Assembleia Legislativa perdeu oito deputados e seis na Câmara dos Deputados.

A resistência e a recuperação de Aécio Neves foram épicas. Em certo momento da campanha, parecia que o jogo eleitoral estava decidido. Marina Silva tinha disparado e venceria — segundo as malfadadas pesquisas. Ele manteve a calma até quando um dos seus coordenadores de campanha estava querendo saltar para o barco da ex-senadora.

E, neste instante, a ação das lideranças paulistas do PSDB foi decisiva. Geraldo Alckmin poderia ter lavado as mãos e fritado Aécio. Mas não o fez, assim como José Serra, o senador mais votado do país com 11 milhões de votos. Foi em São Paulo que começou a reação democrática que o levou ao segundo turno com uma vitória consagradora no estado onde nasceu o PT.

Esta campanha eleitoral tem desafiado os analistas. As interpretações tradicionais foram desmoralizadas. A determinação econômica — tal qual como no marxismo — acabou não se sustentando. É recorrente a referência à campanha americana de 1992 de Bill Clinton e a expressão “é a economia, estúpido”. Com a economia crescendo próximo a zero, como explicar que Dilma liderou a votação no primeiro turno? Se as alianças regionais são indispensáveis, como explicar a votação de Marina? E o tal efeito bumerangue quando um candidato ataca o outro e acaba caindo nas intenções de voto? Como explicar que Dilma caluniou Marina durante três semanas, destruiu a adversária e obteve um crescimento nas pesquisas?

Se Lula é o réu oculto do mensalão, o que dizer do doleiro petista Alberto Youssef? Imagine o leitor quando o depoimento — já aceito pela Justiça Federal — for divulgado ou vazar? De acordo com o ministro Teori Zavascki, o envolvimento de altas figuras da República faz com que o processo tenha de ir para o STF. E, basta lembrar, segundo o doleiro, que só ele lavou R$ 1 bilhão de corrupção da Refinaria Abreu e Lima. Basta supor o que foi desviado da Petrobras, de outras empresas e bancos estatais e dos ministérios para entender o significado dos 12 anos de petismo no poder. É o maior saque de recursos públicos da História do Brasil.

Nesta conjuntura, Aécio tem de estar preparado para um enorme bombardeio de calúnias que irá receber. Marina Silva aprendeu na prática o que é o PT. Em uma quinzena foi alvo de um volume nunca visto de mentiras numa campanha presidencial que acabou destruindo a sua candidatura. Não soube responder porque, apesar de ter saído do PT, o PT ainda não tinha saído dela. Ingenuamente, imaginou que tudo aquilo poderia ser resolvido biblicamente, simplesmente virando a face para outra agressão. Constatou que o PT tem como princípio destruir reputações. E ela foi mais uma vítima desta terrível máquina.

O arsenal petista de dossiês contra Aécio já está pronto. Os aloprados não têm princípios, simplesmente cumprem ordens. Sabem que não sobrevivem longe da máquina de Estado. Contarão com o apoio entusiástico de artistas, intelectuais e jornalistas. Todos eles fracassados e que imputam sua insignificância a uma conspiração das elites. E são milhares espalhados por todo o Brasil.

Teremos o mais violento segundo turno de uma eleição presidencial. O que Marina sofreu, Aécio sofrerá em dobro. Basta sinalizar que ameaça o projeto criminoso de poder do petismo. O senador tucano vai encontrar pelo caminho várias armadilhas. A maior delas é no campo econômico. O governo do PT gestou uma grave crise. Dilma foi a terceira pior presidente da história do Brasil republicano em termos de crescimento econômico. Só perdeu para Floriano Peixoto — que teve no seu triênio presidencial duas guerras civis — e Fernando Collor — que recebeu a verdadeira herança maldita: uma inflação anual de quatro dígitos. O PT deve imputar a Aécio uma agenda econômica impopular que enfrente radicalmente as mazelas criadas pelo petismo. Daí a necessidade imperiosa de o candidato oposicionista deixar claro — muito claro — que quem fala sobre como será o seu governo é ele — somente ele.

Aécio Neves tem todas as condições para vencer a eleição mais difícil da nossa história. Se Tancredo Neves foi o instrumento para que o Brasil se livrasse de 21 anos de arbítrio, o neto poderá ser aquele que livrará o país do projeto criminoso de poder representado pelo PT. E poderemos, finalmente, virar esta triste página da nossa história.

Marco Antonio Villa é historiador

domingo, 21 de setembro de 2014

O RISCO de LULA, SE PERDER A ELEIÇÃO!!!

       O RISCO de LULA, SE PERDER A ELEIÇÃO!!!
 

Aloísio de Toledo César - O Estado de SP, em 16 Set 2014

É muito provável que o ex-presidente Lula esteja vivendo o mais tormentoso período de sua vida política, porque pela primeira vez, desde que assumiu a Presidência da República, 12 anos atrás, percebe que o plano de perpetuação no poder existente nas raízes de seu partido ameaça ir por água abaixo.
Realmente, nunca Lula e o seu partido viveram antes incerteza igual à que se instalou no quadro político brasileiro com a morte do candidato Eduardo Campos e o consequente crescimento de Marina Silva. As coisas sempre transcorreram suaves para o Partido dos Trabalhadores desde que ganhou a primeira eleição que o levou ao Palácio do Planalto.
Houve um momento de risco, quando Lula disputava o segundo mandato, e se deu mal, muito mal, num debate pela televisão com outros candidatos. Naquela ocasião, amaldiçoou ele os assessores, em quem pôs a culpa, e permaneceu em estado de insegurança, mas não tão acentuada como a dos dias presentes.
Agora, é curioso perceber que a sua sucessora, a quem ele atribuía enorme competência, vem mostrando um despreparo de assustar, pois desde que assumiu o cargo atua de forma tão desastrosa que coloca o País no plano inclinado, ladeira abaixo. No exterior, principalmente, percebe-se que o Brasil encolhe de tamanho e perde credibilidade, sobretudo em face de dever muito mais do que dispõe nas reservas e de viver inflação alta com baixíssimo crescimento econômico.
É possível admitir que Lula realmente acreditasse na competência de Dilma Rousseff, mas agora, vendo suas atrapalhadas, talvez esteja arrependido da escolha feita quatro anos atrás. O pior é que não pode deixar transparecer isso, sob pena de fortalecer ainda mais os dois candidatos concorrentes.
Vê-se obrigado, enfim, a jogar todas as suas fichas em Dilma, porque essa é a única forma de salvar a própria pele. Ele sabe que eventual derrota dela poderá significar o ocaso da carreira política de ambos, bem como o encolhimento do Partido dos Trabalhadores e do sonho de perpetuação no poder, cujo objetivo final sempre pareceu ser fazer do Brasil uma enorme Cuba.
Não há exagero quando se afirma que o propósito dos petistas sempre foi realmente nos impor uma República popular e sindical governada pelo partido. Na visão petista, quem tem de mandar é o partido, e não "a elite branca e reacionária". Como parte principal do programa está a necessidade de disciplinar a imprensa, ou seja, torná-la dócil e obediente como a imprensa cubana.
Em Cuba há mais de 20 jornais de maior importância, porém em nenhum deles se lê notícia alguma sobre descontentamento dos seus habitantes. Tudo naquela ilha está uma maravilha e o que não está bom é culpa dos Estados Unidos. Lá foi totalmente sufocada a "elite branca e reacionária", aquela que no linguajar petista não aceita a participação do povo na missão de governar. Quem manda é o partido - e por isso mesmo a ilha, tão bonita, ficou pobre e sem nenhuma perspectiva de desenvolvimento.
A elite incômoda, segundo os adeptos de Lula, precisará se submeter a necessárias modificações nas leis que regulamentam o exercício das atividades de comunicações no País. Sim, seria necessário fazer que obedeçam ao poder central e passem a divulgar o que interessa ao partido que está no poder, como ocorre em Cuba.
A pressão por tais mudanças transcorria nessa direção - inclusive com o estímulo de exemplos de sufocação de jornais na Venezuela, na Argentina e no Equador - até que a própria imprensa brasileira, a "elite branca e reacionária", passou a denunciar e a ridicularizar o plano.
Num país onde a imprensa é livre as forças totalitárias não conseguirão jamais manter-se no poder. Isso porque as injustiças e os desmandos, quando perpetrados, são denunciados para o grande público, o que provoca revolta e faz ampliar os ressentimentos contra os governantes.
Exemplo claro disso está na circunstância de o Partido dos Trabalhadores haver transformado a Petrobrás, a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo, num cabidão de empregos e de negócios sujos. Ali, atividades que deveriam ser exercidas unicamente por pessoas comprovadamente habilitadas acabaram delegadas a apadrinhados políticos, com voo livre para atos de corrupção e de enriquecimento pessoal.
Isso teve começo quando Lula era presidente da República, mas Dilma Rousseff estava lá e agora procura figurar como inocente ou desinformada, circunstância que faz lembrar o milenar princípio jurídico, insculpido em nosso Código Penal, de que existe crime tanto por ação como por omissão.
Algumas pessoas conseguem escapar da penalidade por omissão, como o próprio Lula no caso do mensalão, em que autorizou pelo consentimento tácito o avanço no dinheiro público para seduzir os congressistas e fazê-los aprovar as leis de interesse do programa político petista de perpetuação no poder.
Dilma também está escapando, mas tão somente quanto ao aspecto penal. Do ponto de vista político e eleitoral tornou-se evidente que os exemplos de corrupção na Petrobras a atingem em cheio, sobretudo agora, quando é candidata de si mesmo e tem de contar com as próprias pernas. Na eleição anterior Dilma era tão somente a figura feminina de Lula e ganhou a eleição sem fazer nenhum esforço.
No momento presente o quadro é outro e para sair vitoriosa a candidata à reeleição precisa demonstrar melhor preparo do que seus dois principais concorrentes - e isso não está nada fácil, pois o que a atrapalha é o seu próprio despreparo. Não há como esconder que a sua gestão na Presidência da República está afundando o Brasil. Nós hoje somos muito menores e menos importantes do que dez anos atrás.

Esta é uma mensagem enviada pelo Instituto Endireita Brasil.
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"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".
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domingo, 17 de agosto de 2014

UMA CARTA PARA TODOS OS BANCOS...

ESSA CARTA VALE PARA TODOS OS BANCOS, E NÃO SÓ PARA O ITAÚ.

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MARY ALENCAR <22:48- 16/08/2014



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ESSA CARTA VALE PARA TODOS OS BANCOS, E NÃO SÓ PARA O ITAÚ.
 
 
ESSA CARTA VALE PARA TODOS OS BANCOS, E NÃO SÓ PARA O ITAÚ...
Senhores Diretores do Banco Itaú

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua
rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam
uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.
Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de
que serviria para manter um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de
honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O
padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho.
Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..
Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho',
outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o
que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os
senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.
Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram
uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'.
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir
uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. para liberar o 'papagaio', alguns
Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado.
Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes
inescrupulosos.
Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'.
- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os
senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a
manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'.

- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada
trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não
me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou
pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
- Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'.
- Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me
atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me
cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu
fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei
um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me
respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.
Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..
Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que
estejam garantidas em lei, vocês concordam o quanto são abusivas.!?!

Alfaces sofrem?

Alfaces sofrem?

Por que os vegetarianos sofrem por animais, e não por vegetais, que também sentem?

WALCYR CARRASCO
 
É muito difícil conviver com vegetarianos a maior parte do tempo. Para sair, é preciso escolher o restaurante que eles querem. Se convido para comer em casa, também impõem o menu. Só pode isso, ou aquilo. Pior, é preciso saber de que corrente a pessoa é adepta. Há quem se declare vegetariano, mas na prática come peixes e frutos do mar. Outros nem tocam em qualquer produto de origem animal, como um molho de macarrão com creme de leite. Todos, porém, têm uma tese sobre a vida, uma fronteira estabelecida – e estou sempre do lado errado. Foi traumatizante a vez em que convidei um amigo para uma churrascaria. Sentamos, e só aí ele declarou que não comia carne, mas se satisfaria com as saladas. Tudo bem. Mas tem graça devorar espeto após espeto, enquanto, do outro lado da mesa, alguém me encara com ar de acusação? Meu amigo Ricardo, advogado, carnívoro e bon-vivant, diz sabiamente:

– Se verdura fosse gostosa, teria rodízio.

De fato: alguém já viu rodízio de vegetais? De picanha, alcatra, maminha, sim. De pizza e sushi, também. Mas de brócolis? Diga francamente, você iria a um rodízio de brócolis? Ok, já sei a resposta. Eu também não.

O maior argumento dos vegetarianos é que animais sofrem ao ser abatidos. A angústia do boi, dizem, contamina a carne.

– E, depois, essa coisa ruim vai para dentro de você – disse um amigo com expressão sábia.

Fiz cara de preocupado e pensei num bom filé de alcatra. Frangos de granja vivem confinados e são tratados à base de hormônios. Penso até que essas aves já se tornaram uma mistura de animal com plástico, ou algo assim. São praticamente artificiais. Compartilho intimamente a infelicidade desses bichos. Mas não consigo pensar no assunto quando devoro um galetinho bem temperado. Também não penso nos pobres porcos quando chafurdo numa feijoada. E o torresmo, que delícia!

Muitos que se dizem vegetarianos comem peixes ou frutos do mar, como disse. Vamos lá, um camarão não tem vida, nenhum sentimento? Um linguado não faz sexo, não sente prazeres? Certa vez, aprendi a preparar o polvo. É preciso colocá-lo em salmoura, depois bater bem o corpo e pendurá-lo na torneira. Juro, o momento foi terrível. Polvo tem olhos e boca, e aquele me encarava, parecia dizer, mesmo sem vida:

– Por que faz isso comigo?

– Adoro sushi de polvo – disse intimamente – E a vida é assim, injusta. Vou te cozinhar, aguarde só a água ferver.

Mesmo assim, não preparei mais polvos. Principalmente depois de ler, em algum lugar, que eles se reconhecem no espelho. Isso sugere um grau de inteligência. Mas continuo a comê-los, impossível não gostar de polvo. Em sushi ou à espanhola, com molho vermelho.

Indo mais longe: já houve experiências com plantas, vegetais de todo tipo. Se tocam música clássica e suave nas proximidades, crescem harmoniosamente. Se gostam de música, é porque têm sentimentos. São vivas, afinal. Acho até a situação das plantas pior que a de muitos animais. Vegetarianos gostam de devorá-las frescas. Quanto mais vida ainda tiverem, melhor. Pensemos do ponto de vista da alface: ela agoniza numa travessa, coberta de azeite, sal, vinagre, é espetada por um garfo e vive seus últimos momentos nos dentes de um vegetariano de consciência tranquila. A alface quer gritar, gemer e, ai, não consegue! Sofre. Da mesma forma que as flores colocadas nos vasos para enfeitar a sala – vegetarianos adoram esse ambiente florido. Mas não são flores agonizantes? Foram arrancadas do pé e, enquanto demonstrarem uma fatia de vida, no colorido das pétalas, são exibidas em vasos. Depois atiradas no lixo, com o resto das saladas, dos brócolis e abobrinhas cozidos, do chuchu, da berinjela, da cenoura, que, coitada, foi ralada.

Não sou a favor do sofrimento, mas, enquanto não puder viver de raios de sol, também preciso sobreviver – e, sem comida, não dá. Já que é assim, prefiro comer bem! Só me pergunto: por que os vegetarianos sofrem pelos animais, e não pelos vegetais, que também têm sensibilidade? Acho uma falta de lógica. Tudo faz parte de uma cadeia alimentar. Talvez eu também, algum dia, se a Terra for invadida por extraterrestres canibais. Ou se for a um safári na África, der tudo errado e virar comida de leão.

Apesar dessa falta de lógica, vegetarianos se consideram melhores que o resto da humanidade. Mais corretos, mais bondosos. Ser vegetariano torna realmente alguém melhor? Sei não... Afinal, Hitler era vegetariano.