quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Dirceu, guerreiro. Mas de qual povo brasileiro?
O
congresso do PT aconteceu no último final de semana. Vimos que o
partido continua querendo controlar a imprensa, continua querendo
intervir no governo Dilma e continua querendo absolver aqueles que
mancharam a história deste país.
"Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro..."
A frase acima não é minha, vocês sabem. Este foi um dos gritos de guerra do congresso petista. O presidente da CUT disse na ocasião, orgulhoso: "Quero propor aqui uma moção de repúdio ao crime cometido por uma certa revista contra Dirceu". Foi aplaudido por centenas de meliantes presentes.
Fernando Collor de Melo, quando ainda era presidente e possuia rápidos e raros acessos de sinapses bem sucedidas, costumava chamar a CUT de "Central Única dos Conspiradores". Colocado o apelido ao lado da afirmação do presidente da entidade, parece mais um elogio.
Marcha contra a corrupção
Falei tudo isso acima para contextualizar o que tenho a dizer. Os petistas fugiram das manifestações populares em combate à corrupção que ocorreram neste 7 de setembro. As bandeiras vermelhas e as camisas mulambentas com o retrato do velho assassino permaneceram, intactas, nos guarda roupas. A marcha era apartidária, todos sabemos. De toda forma, militantes de vários partidos participaram na sua condição de cidadãos brasileiros indignados. Eu fui um deles. Não fiz proselitismo, não carreguei bandeiras que seriam alóctones àquele ambiente.
Agora, notem. Qual petista se aventurou a divulgar as passeatas por todo o país? Qual petista compareceu à uma delas? Qual petista subiu às tribunas do Senado ou da Câmara para exaltar a mobilização dos jovens brasileiros? O silêncio dói nos ouvidos daqueles que se diziam os únicos capazes a movimentar a massa. Pois a massa se movimentou sozinha, em união, rumo ao extermínio daquela atividade que desonra a mais nobre das atividades. Falo da corrupção que destroi a reputação da boa política.
Alguns tentaram, inutilmente, caracterizar as marchas contra a corrupção como obra da "direita". Dessa forma, estaria justificada a ausência do PT, da CUT, do MST e dos "movimentos sociais". Mas qual direita? A direita dos jovens mobilizados via internet? Não... a máscara petista cai facilmente desta vez. A marcha contra a corrupção era apenas contra a corrupção.
Os meliantes --seria esse um ato falho?-- do PT não participaram das mobilizações porque não têm mais moral para isso. Enquanto o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) vai à passeata de forma discreta para aplaudir a juventude engajada, o PT aplaude Dirceu e Delúbio em seu congresso.
Nas eleições de 2010, certa imprensa lutava para dividir o país em dois. Diante de posições divergentes defendidas pelos eleitores de candidatos distintos, os especialistas de poltrona proclamavam a separação religiosa do Brasil, país que nunca teve esse tipo de conflito. A separação, de fato, não ocorreu. Mas agora estamos diante de um fato curioso. Estamos diante de uma entropia de aplausos. Alguns ecoam no malfeito, nos treze presentes de grego da Dilma, no submundo. Outros, incentivam a luta dos jovens contra a corrupção. E nós sabemos muito bem de que lado Dirceu está.
"Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro..."
A frase acima não é minha, vocês sabem. Este foi um dos gritos de guerra do congresso petista. O presidente da CUT disse na ocasião, orgulhoso: "Quero propor aqui uma moção de repúdio ao crime cometido por uma certa revista contra Dirceu". Foi aplaudido por centenas de meliantes presentes.
Fernando Collor de Melo, quando ainda era presidente e possuia rápidos e raros acessos de sinapses bem sucedidas, costumava chamar a CUT de "Central Única dos Conspiradores". Colocado o apelido ao lado da afirmação do presidente da entidade, parece mais um elogio.
| Marcha contra a corrupção em BH, na Praça da Liberdade. A foto eu mesmo fiz. |
Falei tudo isso acima para contextualizar o que tenho a dizer. Os petistas fugiram das manifestações populares em combate à corrupção que ocorreram neste 7 de setembro. As bandeiras vermelhas e as camisas mulambentas com o retrato do velho assassino permaneceram, intactas, nos guarda roupas. A marcha era apartidária, todos sabemos. De toda forma, militantes de vários partidos participaram na sua condição de cidadãos brasileiros indignados. Eu fui um deles. Não fiz proselitismo, não carreguei bandeiras que seriam alóctones àquele ambiente.
Agora, notem. Qual petista se aventurou a divulgar as passeatas por todo o país? Qual petista compareceu à uma delas? Qual petista subiu às tribunas do Senado ou da Câmara para exaltar a mobilização dos jovens brasileiros? O silêncio dói nos ouvidos daqueles que se diziam os únicos capazes a movimentar a massa. Pois a massa se movimentou sozinha, em união, rumo ao extermínio daquela atividade que desonra a mais nobre das atividades. Falo da corrupção que destroi a reputação da boa política.
Alguns tentaram, inutilmente, caracterizar as marchas contra a corrupção como obra da "direita". Dessa forma, estaria justificada a ausência do PT, da CUT, do MST e dos "movimentos sociais". Mas qual direita? A direita dos jovens mobilizados via internet? Não... a máscara petista cai facilmente desta vez. A marcha contra a corrupção era apenas contra a corrupção.
Os meliantes --seria esse um ato falho?-- do PT não participaram das mobilizações porque não têm mais moral para isso. Enquanto o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) vai à passeata de forma discreta para aplaudir a juventude engajada, o PT aplaude Dirceu e Delúbio em seu congresso.
Nas eleições de 2010, certa imprensa lutava para dividir o país em dois. Diante de posições divergentes defendidas pelos eleitores de candidatos distintos, os especialistas de poltrona proclamavam a separação religiosa do Brasil, país que nunca teve esse tipo de conflito. A separação, de fato, não ocorreu. Mas agora estamos diante de um fato curioso. Estamos diante de uma entropia de aplausos. Alguns ecoam no malfeito, nos treze presentes de grego da Dilma, no submundo. Outros, incentivam a luta dos jovens contra a corrupção. E nós sabemos muito bem de que lado Dirceu está.
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