sábado, 10 de setembro de 2011

Tribunais de lata.

sábado, 10 de setembro de 2011

Tribunais de lata.


Uma das coisas mais revoltantes é o luxo com que a nossa Justiça se cerca. Prédios suntuosos e salários completamente fora da realidade. Absurdos e imerecidos diante de tanta incompetência e tanta irreponsabilidade. Hoje está sendo realizado um ato para pedir, pelo amor de Deus, que o assassinato do prefeito Toninho do PT tenha o seu julgamento federalizado, dez anos depois. O mensalão se arrasta por causa da dor nas costas de um ministro que tira sucessivas licenças médicas, mas que não sente nada quando é para tomar chopinho com os amigos no final de semana. Há uma luta nos bastidores politicos, neste momento, para indicar um novo ministro para o STF, onde abriu uma vaga, além de um novo membro para o Tribunal de Contas da União, cuja nomeação passa, inclusive, por negociações tendo em vista as eleições presidenciais de 2014. O que mais espanta, no entanto, é a falta de vergonha na cara dos magistrados em conceder a si mesmos aumentos que ultrapassam 50%, em alguns casos. Na foto, vemos uma escola de lata, uma criação dos políticos corruptos e vagabundos que calam a boca para a construção de prédios como este aí em cima, da Procuradoria Geral da República, em Brasília. Há uma nítida inversão de valores no Brasil. Pela incompetência dos nossos magistrados, de lata deveriam ser os tribunais. E por que não com grades nas janelas?
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Ainda sobre a falta de vergonha na cara da nossa Justiça. O Ministério Público Federal está questionando o RDC, cumprindo a sua obrigação em cobrar concorrências e licitações as mais duras possíveis, pois se trata de dinheiro do contribuinte. No entanto, em Santa Catarina, acaba de comprar um prédio por R$ 53 milhões, sem licitação.  A compra está amparada no artigo 24 da lei federal de licitações, segundo o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Antenor Chinatto Ribeiro. O edifício está sendo construído na rua Pedro Ivo, Centro de Florianópolis, com previsão de conclusão até o fim do ano.“Todos os requisitos para a dispensa de licitação foram regularmente atendidos”, diz Ribeiro. O inciso dez do artigo 24 fala em necessidade de instalação e localização e preço compatível ao de mercado. Segundo o subprocurador, o Ministério Público precisa urgentemente de novas instalações para ampliação da estrutura. “Não há espaço para mais nada e não adotar nenhuma providência para resolver o problema é uma irresponsabilidade”, relata. Fica a pergunta: se o governo alegar que não há mais espaço para os passageiros nos aeroportos, o cidadão aí de cima vai aceitar a alegação?     BLOG do CORONEL

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