Esse tributo incidia sobre tudo o que
fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5)
da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de
"O Quinto."
Esse imposto recaía principalmente sobre a
nossa produção de ouro.
O "Quinto" era tão odiado pelos
brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam: "
O Quinto dos Infernos" e isso virou sinônimo de tudo
que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento,
cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio
conhecido como "Derrama."
Isso revoltou a população,
gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve
seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José
da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo co m o Instituto Brasileiro de
Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária
brasileira chegou ao final do ano de 2010 ; a 38 % ou
praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária
que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por
Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa
que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos"
de impostos.
Para que? Para sustentar a corrupção?
os mensaleiros? o Senado com sua legião de "diretores", a
festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro
público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3
poderes (executivo/legislativo e judiciário).
Nosso dinheiro é
confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para
sustentar essa corja, que nos custa (já feitas
as atualizações) o dobro do que custava to da a Corte
Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se
insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos
atualmente!
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